quinta-feira, 19 de maio de 2011

Discussão do Texto da Esther "Museu e Educação" - 18/05

Na aula do dia 18/05 a discussão em sala foi em torno da questão educativa do museu, presente no artigo da Esther. Estabelecemos a distinção da educação formal e informal, compreendendo a dimensão educativa do museu como de caráter informal. Discutiu-se acerca do papel do professor ao propor a visita, cuja interferência concordamos que dever ocorrer num momento posterior a visita. Percebemos a necessidade da interação dos diversos setores do museu, principalmente entre o setor educativo e da pesquisa, e que o responsável por apresentar o museu aos visitantes, o guia do museu, deveria ter uma formação pedagógica na área, sendo capaz de manipular o conhecimento cientifico de modo dinâmico conforme a linguagem do público visitante. A interação entre os diversos setores possibilitaria a compreensão de todos de como foi e se deve ser estruturada uma exposição. E o responsável por apresentar a exposição teria maior compreensão da mesma, ao invés, do que nós parece ocorrer, a simples leitura de um manual que conteria as informações mais importantes sobre os objetos expostos.  

terça-feira, 10 de maio de 2011

Apresentação ao MAST

Grupo: “Libertas quae sera tamen”
Objeto de análise:
  1. As Grandes Navegações
Proposta do trabalho:  
A partir da visita no Museu de Astronomia e Ciências Afins:
a)      Buscaremos características da astronomia conhecidas e que foram utilizadas durante o período das Grandes Navegações;
b)     Analisaremos, ainda, algumas possíveis mudanças do conhecimento astronômico ao longo dos últimos anos;
c)      Buscaremos relacionar as técnicas astronômicas com aquilo que ela nos proporciona ao longo do nosso dia-dia.  
Informações sobre o espaço de trabalho:
(Fonte: www.mast.br)
INSTITUCIONAL:
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) é espaço de múltiplas atividades: instituição pública federal criada em 1985, no Rio de Janeiro, trabalha com a história científica e tecnológica do Brasil, ao mesmo tempo em que promove e estuda a divulgação e a educação em ciências.
Como Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia, o MAST realiza estudos acadêmicos em História da Ciência, Educação em Ciência e preservação de acervos documentais e museológicos. Nestas áreas, além de produzir conhecimento, organiza congressos e seminários e elabora publicações e bases de dados.
Na condição de museu, detém a guarda de coleções de instrumentos, objetos e documentos ligados à atividade científica brasileira. O acervo abrange o prédio principal e outras instalações do MAST. Estas edificações e a coleção museológica foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1986.
O Museu desenvolve trabalhos para a preservação de acervos históricos, incluindo a pesquisa, a restauração, a gestão e a sua conservação. Para isso, mantém os laboratórios de Conservação e Restauração de Papel (LAPEL) e de Conservação de Instrumentos Científicos (LAMET). Também oferece cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional e publica normas técnicas e guias de consulta das coleções documentais. Alguns destes trabalhos dão-se em parceria com outras instituições museológicas e de pesquisa.
Nos campos da divulgação e da educação em ciências, o MAST tem muito a oferecer. Apresenta seu acervo em exposição permanente, abre ao público sua biblioteca e videoteca, realiza eventos como o Programa Observação do Céu e exposições temporárias. Promove ainda atividades itinerantes e desenvolve programas de atendimento escolar, que incluem visitação guiada para grupos de estudantes e cursos de capacitação docente.
APRESENTAÇÃO
O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), integrante da estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia, é um centro nacional de pesquisa, intercâmbio científico, formação, treinamento e aperfeiçoamento de pessoal científico. As atividades de pesquisa na instituição têm como núcleo de reflexão a história das ciências exatas, das ciências da terra e das engenharias. Esta é uma designação abrangente do campo de estudos que contempla os aspectos históricos, filosóficos, sociológicos, antropológicos e políticos relacionados à produção de conhecimento científico e tecnológico dessas áreas no Brasil. Dessa forma, tanto a política científica do MAST, como as suas ações científicas, educacionais e de preservação, cuja abrangência é nacional, são orientadas por esse campo de investigação.

Estas características institucionais permitem ao MAST atuar como centro de referência, no Brasil, em suas áreas de competência. Neste sentido, o MAST busca estabelecer uma interação privilegiada com as demais unidades do MCT, estimulando o conhecimento da história institucional, auxiliando a preservação de seus acervos, com vistas a propiciar amplo acesso às fontes para a pesquisa; promover intercâmbios entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros; coordenar programas que favoreçam o desenvolvimento de suas áreas de competência no país; e divulgar os resultados decorrentes da produção de novos conhecimentos, promovendo ou apoiando a realização de eventos científicos e atividades editoriais.

ACERVO MUSEOLÓGICO
O acervo museológico é formado por esculturas, equipamentos fotográficos, instrumentos científicos, instrumentos de comunicação, máquinas e motores, máquinas de escrever e mobiliário. O conjunto de objetos foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1986. Dentre a as coleções do MAST, destaca-se a de instrumentos científicos que o caracteriza como museu de ciência e técnica.
PRODUÇÃO
O resultado das pesquisas científicas e demais projetos realizados pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) em suas diversas áreas de atuação estão registrados na forma de livros, vídeos, notas técnico-científicas e CD-roms. Esta produção tem como objetivo, de um lado, a divulgação da história da ciência e tecnologia no Brasil e, de outro, a popularização do conhecimento científico, introduzindo o público leigo aos princípios das ciências naturais e do universo. Em sua vertente de preservação da memória científica brasileira, o Museu tem publicados inventários sobre a obra de importantes cientistas do país, como Lélio Gama e Jacques Danon. Na linha de divulgação voltada para o público geral, além de uma série de publicações próprias em diversos temas, como ecologia, astronomia, física e matemática, o MAST tem uma parceria com a Organização dos Estados Americanos (OEA), pela qual edita versões em três idiomas do livro Brincando com a Ciencia, do jogo Unidos para construir um mundo melhor e do CD multimídia O universo.


Argumento para o trabalho:
(Fonte:www.efeitojoule.com/2009/01/evolucao-astronomia-galileu-copernico.html)
A Evolução da Astronomia
Iniciando a série de textos sobre astronomia, escrevemos um texto sobre a evolução dos conceitos da astronomia.

A astronomia já era utilizada há quatro mil anos pelos babilônios e os antigos egípcios utilizavam os conhecimentos de astronomia para determinar o período de plantio, de acordo com as inundações do rio Nilo. Os calendários baseados em observações celestes, pela movimentação aparente do Sol, foi de extrema importância para o homem poder fixar uma época de plantio e colheita.

                A astronomia motivada pela agricultura, foi um dos grandes impulsos para a evolução das culturas sedentárias. Aliás, foi o elemento unificador do Egito antigo, que se dividia como abaixo do Rio e acima do Rio, o que em toda história da evolução humana se repetiu. Os Maias, por exemplo, possuíam regras para o movimento dos planetas, o que os ajudavam na manutenção de calendário.

Neste início da astronomia, acreditava-se que tudo girava em torno da Terra. Não é difícil entender porque se pensava desta maneira, já que nas observações a olho nu, o que vemos com mais clareza é o movimento da Lua e do Sol que desaparecem de um lado e reaparecem do outro, e as estrelas que descrevem trajetórias circulares.

                Para Platão o céu era perfeito e para descrevê-la utilizava o círculo. Aristóteles, por sua vez, dizia que a Terra era o centro do universo, modelo que chamava geocêntrico, onde as estrelas se encontravam fixas na esfera celeste. De sorte que, Aristóteles concluiu com suas observações da sombra da Terra na Lua que a terra era redonda.

                Aristarco foi o primeiro a apresentar um modelo de universo onde a terra se movia ao redor do Sol (modelo heliocêntrico), girando em torno de seu próprio eixo.

No século III A.C., o conhecimento da astronomia foi importante para a orientação nas grandes viagens, principalmente para as viagens marítimas, ou seja, as grandes navegações só tornaram-se possíveis com a utilização da astronomia como meio de orientação.

Mesmo tendo importância a astronomia não evoluiu, pelo menos, por quase dois mil anos. O modelo geocêntrico de Aristóteles, que foi aperfeiçoado por Ptolomeu no século II, prevaleceu com o apoio da Igreja até por volta de 1514, quando começou a mudar com as idéias de Nicolau Copérnico.

Copérnico só publicou seus trabalhos em 1543, com quase setenta anos. Sua publicação “A Revolução das Órbitas Celestes” era uma evolução do modelo de Aristarco.

                A grande revolução da astronomia aconteceu em meados de 1609, iniciando a astronomia moderna, com as publicações de
Galileu Galilei e de Johannes Kepler um pouco antes, mudaram completamente a astronomia. Galileu estudou as teorias de Copérnico e, as de Kepler, que acabara de publicar o livro “Astronomia Nova”. Reuniu uma grande quantidade de evidências para defender a teoria heliocêntrica e as publicou em italiano para divulgar ao público.

                As publicações de Galileu iam contra a interpretação literal da Bíblia pela igreja Católica, onde a Terra era o centro do Universo, assim, Galileu é convocado por Roma para ser julgado e neste julgamento foi condenado a abjurar publicamente as suas idéias, e sai condenado a prisão por tempo indefinido.

No ano em que Galileu morreu, 1642, nasce Isaac Newton, que vai dar uma grande contribuição para a astronomia e revolucionar a Física.

                Newton conseguiu dar um enorme salto na ciência; conseguiu o que todos buscavam na época, uma teoria física unificada. Analisando o movimento da lua ele chegou a uma descrição perfeita para os movimentos, uma descrição que poderia ser utilizada tanto para os astros como para objetos menores na terra. Esta teoria unificada é descrita em três leis, conhecidas como
as leis de Newton. Com estas três leis chega-se a Lei da Gravitação Universal. Que propõem que dois corpos, a uma distância d entre si, se atraem mutuamente com uma força que é proporcional à massa de cada um deles e inversamente proporcional ao quadrado da distância (d) que os separa.

As idéias de Newton ficaram intactas até Albert Einstein propor que a velocidade da luz no vácuo é constante. A teoria da relatividade restrita e da relatividade geral mudaram nossa compreensão de universo e, desde então, a astronomia evolui muito. Novos métodos e instrumentos de trabalhos surgiram e evoluíram, como avanços na espectroscopia com o surgimento da física quântica.

Tarefas da turma:
a)      Postar no blog da disciplina Estágio IV, do curso de história, o acúmulo de conhecimento da visita no museu de ciências, relacionando-o com o tema proposto por este grupo.
b)      Fazer, no próximo encontro, uma discussão reflexiva em grupo tomando como base a argumentação sobre astronomia e a visita ao MAST, na perspectiva de debater a educação formal e não formal em museu.

Leituras propostas:
VALENTE, M.E.A. Educação e Museus: a dimensão educativa do museu. MAST, Revista Collóquio, n.º11. 2009. pp.83-98.
VALENTE, M.E.A. O Museu de ciência: Espaço da história da Ciência. Ciência & Educação Vol. 11, n.º1. 2005. pp.53-62.
Grupo: “Libertas quae sera tamen”
Corpo discente: Carlos Vinicius; Luiz Carlos Serafim; Rafaela Karol; Cláudia; Cristianes; Tânia Regina e Rodrigo Ramos.

Apresentação em power point sobre educação formal e informal pela Esther.



ÔNIBUS PARA O MAST

EXPLICAR O CAMINHIO POR AQUI É CONFUSO, CHEGANDO NO PAVILHÃO DE SÃO CRISTOVÃO, É FÁCIL DE ENCONTRAR O MAST, PEÇA INFORMAÇÃO DE PERFERÊNCIA A UM TAXISTA.

  • DO FONSECA NITERÓI LINHA 725 INGÁ- DEIXA NA PORTA DO PAVILHÃO DE SÃO CRISTOVÃO (CENTRO DE TRADIÇÃO NORDESTINAS)
  • DO CENTRO DE NITERÓI LINHA 100 MAUÁ - 1ª PLATAFORMA, ÔNIBUS DE 5 EM 5 MINUTOS, TEM QUE DESCER NO 1º PONTO DA DESCIDA DA PONTE (ANTIGO JORNAL DO BRASIL, PRÉDIO EM CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE TRAUMATO ORTOPEDIA) SEGUIR PELA RUA EM FRENTE AO PONTO DE ÔNIBUS, VAI SAIR DIRETO NO PAVILHÃO DE SÃO CRISTOVÃO. (25 MINUTOS DE CAMINHADA)
  • DO BARRETO NITERÓI - LINHA 702 - ABC DEIXA NO CAMPO DE SÃO CRISTOVÃO
  • DA ZONA NORTE DO RIO LINHA 311 CAVALCANTE - PRAÇA XV - DEIXA NO CAMPO DE SÃO CRISTOVÃO
  • ZONA NORTE OUTRA OPÇÃO - PEGAR ATÈ A CENTRAL, DEPOIS EMBARACAR NO 472,474 ENTRE OUTROS
  • ZONA SUL DO LEME - 472 BRASO LISBOA-  LEBLON, IPANEMA, COPACABANA - 474 - BRASO LISBOA -TODOS DEIXAM NO CAMPO DE SÃO CRISTOVÃO

OBS: AO CHEGAR NO CAMPODE SÃO CRISTOVÃO, NÓS GASTAREMOS MAIS 15 MINUTOS, ANDANDO CALMAMENTE PRA CHEGAR AO MAST, PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇAM DO HORÁRIO COMBINADO QUE É NOMÁXIMO 13:45.

A HORA DE CHEGADA NO CAMPO DE SÃO CRISTOVÃO DEVE SER 13:30 PARA NINGUÉM SE ATRASAR

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DISCUSSÕES TEÓRICAS 04/05 / REFLEXÕES TRABALHO DE CAMPO

Foram debatidas questões sobre as visitas à Festa de São Jorge e o Museu Imperial. Sobre o Museu Imperial as questões ficaram no âmbito do conteúdo e o formato apresentado pelos monitores. Os colegas entenderam a proposta do museu, como sendo excessivamente didática independentemente do público que está assistindo em determinado momento. Algumas colocações sobre os monitores diziam respeito a que, os próprios, reproduziam o conteúdo das placas informativas na íntegra. Se algum questionamento fosse feito, fora do roteiro já estruturado pelo guia, essa pergunta ficaria sem uma resposta objetiva ou sem resposta. Esse foi o 2º momento da visita que ficou evidente que não agradou e nem acrescentou historicamente ao processo de ensino-aprendizagem, a não ser o de como não apresentar um museu, na visão do professor-historiador. O 1º momento foi bem mais agradável, é uma parte da visita que a instituição chama de o Museu que você não vê, diversos comentários positivos foram explanados a respeito do formato e da apresentação.  O Texto da Ester "Museu e Educação" -  que Natalia, Alan e Dermeval iriam comentar ficou para uma próxima oportunidade.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Museu Imperial

Quanto material nós temos, aqui estão o primeiro e segundo volume do almanaque de Petrópolis que conhecemos no setor educativo do Museu Imperial. O primeiro volume trata da História de Petrópolis já o segundo volume do almanaque de Petrópolis trata do Museu Imperial.

Volume 1:




Volume 2:




Fotos e vídeos da Visita à Festa de São Jorge

Gente segue o link do vídeo com a entrevista com o padre. (Obs.: A filmagem não ficou muito boa, o meu celular pegou mal o som, quando de fato começa a entrevista o som fica melhor, vou ver se pego com Larissa depois a versão dela).



E a entrevista com o Pai de Santo:



E o link com as fotos:


https://picasaweb.google.com/102937771589130404530/FestaDeSaoJorge?authkey=Gv1sRgCOmx1fHKsfT9ogE&feat=directlink

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Apresentação ao Museu Imperial

Elaborado por: Bruna Vieira, Camila,  Elizabeth Paixão, Fernanda Pessoa, Flávio Rodrigues e Rosilene Vieira


Museu Imperial
O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, é um museu histórico-temático, localizado no centro histórico da cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, instalado no antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II. A instituição é o museu mais visitado no país, com uma média de aproximadamente mil pessoas por dia (SANTOS, 2009).

História

As origens do palácio remontam à passagem do Imperador Dom Pedro I pela região da serra fluminense, a caminho das Minas Gerais. Hospedando-se na fazenda do Padre Correia, encantado com a paisagem e clima ameno, fez uma oferta para comprá-la. Com a recusa do proprietário, o Imperador adquiriu um outro lote de terra, a Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio de verão, plano que não chegou a concretizar.
Herdando a fazenda, seu filho Dom Pedro II levou adiante a idéia paterna, construindo um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obras que estavam embutidas em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção de toda uma cidade em seu entorno, Petrópolis, e previa ainda a colonização de toda a área, então quase desabitada. O projeto foi de Júlio Frederico Koeler, superintendente da Fazenda Imperial, e após sua morte foi continuado pelos arquitetos Joaquim Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.
Com o advento da República, a propriedade, alugada pela Princesa Isabel, foi ocupada pelo Colégio Notre Dame de Sion, mais tarde dando lugar ao Colégio São Vicente de Paula. Em 1940, através de um decreto de Getúlio Vargas, a propriedade se tornou o Museu Imperial, inaugurando em 16 de março de 1943, tendo como primeiro diretor Alcindo de Azevedo Sodré, antigo estudante do Colégio São Vicente de Paula. De fato, o Museu Imperial, foi criado em um momento em que vários setores da sociedade procuravam retraçar a noção de brasilidade, e que teve a ação do Estado na construção do nacionalismo, tentando formar a imagem de um chefe de Estado forte e centralizador (SANTOS, 2009).
O Museu Imperial tinha a finalidade de:
Recolher, ordenar e expor objetos de valor histórico ou artístico referentes a fatos e vultos dos reinados de D. Pedro I e, notadamente, de D. Pedro II; colecionar e expor objetos que constituam documentos expressivos da formação histórica do Estado do Rio de Janeiro e, especialmente, da cidade de Petrópolis; realizar pesquisas, conferências e publicações sobre os assuntos da história nacional em geral e de modo especial sobre os acontecimentos e as figuras do período imperial, assim como da história do Estado do Rio de Janeiro e, particularmente da cidade de Petrópolis.

[Decreto-Lei 2.090 de março de 1940 Apud SANTOS, Myrian Sepúlveda do.  Museu Imperial: a construção do Império pela República. In: ABREU, Regina; Mário Chagas (orgs). Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro, 2009]
E embora esse decreto tenha sido mudado após vinte e cinco anos de duração, o material do Museu, sempre foi centrado na monarquia brasileira, essencialmente em D. Pedro II. Mas isso não pode ser percebido como se o Museu Imperial tivesse o intuito de reconstruir o que foi a casa de D. Pedro II, já que foi formulado para gerar a imagem de suntuosidade da corte, colocando-se objetos que não estavam presentes na época do palácio, sendo estes, muito mais luxuosos em relação aos que estavam na época:
Antes do mais, deve-se dizer que não se poderia pensar na restauração pura e simples do que fora o antigo Palácio Imperial de Petrópolis, e isso porque o mobiliário, as alfaias e demais utensílios desse palácio caracterizavam-se pela sua modéstia, e outro tanto pelo fato de, em geral, não trazerem sequer, o sinal de seu proprietário (...).

[Alcindo Sodré Apud SANTOS, Myrian Sepúlveda dos. Museu Imperial: a construção do Império pela República. In: ABREU, Regina; Mário Chagas (orgs). Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro, 2009].
Acervo

O acervo do museu é constituído por peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família imperial. Na coleção de pinturas destacam-se a Fala do Trono, de autoria de Pedro Américo, representando Dom Pedro II na abertura da Assembléia Geral, e o último retrato de Dom Pedro I, pintado por Simplício Rodrigues de Sá.
Particularmente importantes são as jóias imperiais, com a coroa de Dom Pedro II, criada por Carlos Marin especialmente para a sagração e coroação do jovem imperador, então com 15 anos de idade, e a coroa de Dom Pedro I, além de diversas outras peças raras e preciosas, como o cofre de bronze dourado e porcelana oferecido pelo Rei de França Luís Filipe I a seu filho Francisco Fernando de Orléans, Príncipe de Joinville, por ocasião de seu casamento com a Princesa Dona Francisca; o colar de ouro, esmeraldas e rubis com insígnias do império que pertenceu à Imperatriz Dona Leopoldina, e o colar de ametistas da Marquesa de Santos, presente de Dom Pedro I.
O acervo é distribuído nos seguintes espaços principais:

·         Sala de Jantar, com rico conjunto de móveis assinados por F. Léger Jeanselme Père & Fils, e serviço de louças.
·         Sala de Música, preservando instrumentos como um harpa dourada de fabricação Pleyel Wolff, um saltério do século XVIII fabricado no Rio de Janeiro e o pianoforte de fabricação inglesa Broadwood, que teria, segundo a tradição, pertencido a Dom Pedro I, e a espineta fabricada por Mathias Bosten em 1788, a única existente no mundo deste autor. Completa a sala mobiliário lavrado em jacarandá.
·         Sala de Estado, a mais importante do palácio, onde Dom Pedro recebia os visitantes oficiais. O trono, originalmente no Palácio da Quinta da Boa Vista, veio só mais tarde para o Museu Imperial, junto com objetos de adorno como vasos, porcelanas de Sèvres, consoles e espelhos decorados.
·         Gabinete de Dom Pedro II, onde o imperador passava a maior parte do dia em meio a instrumentos científicos e livros. Ali se preservam, entre outros objetos, sua luneta, o primeiro telefone do Brasil, que ele trouxe dos Estados Unidos, sua chaise-longue e diversos retratos pintados de familiares.
·         Aposentos das Princesas, preservando os ambientes originais ocupados pelas princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, com mobília em estilo Dom José I.
·         Sala de visitas da Imperatriz, onde Dona Teresa Cristina recebia suas amigas em caráter privado, para conversas e sessões de bordados, com mobília correspondente.
Biblioteca

A rica biblioteca do Museu Imperial preserva um importante acervo bibliográfico com cerca de 50 mil volumes, especializados em História (principalmente do Brasil no período Imperial), história de Petrópolis e Artes em geral.
A seção de Obras Raras conta com itens preciosos como edições dos séculos XVI a XIX, periódicos, partituras, iluminuras, manuscritos, ex-libris, relatórios das Províncias e dos Ministérios e coleção de Leis do Império, totalizando cerca de 8 mil volumes. Destas peças diversas pertenceram à família imperial e trazem anotações manuscritas, encadernações luxuosas e ilustrações.
A seção de livros de viajantes estrangeiros que passaram pelo Brasil nos séculos XVIII e XIX também é importante, documentando diversos aspectos da vida social e da paisagem natural brasileira de então, com obras de Debret, Rugendas, Saint-Hilaire, Maria Graham, Henry Koster, Louis Agassiz, Charles Darwin, Spix e Martius.

Arquivo Histórico

O museu possui uma coleção de mais de 250 mil documentos originais que datam do século XIII e vão até o século XX. Especialmente interessante é a reunião de fotografias que documentam a história e a evolução dos aspectos urbanos e paisagísticos do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis.
Diversas coleções privadas enriquecem esta seção, como a de João Lustosa da Cunha Paranaguá, 2º Marquês de Paranaguá; a de Ambrósio Leitão da Cunha, Barão de Mamoré; a Coleção Barral-Monteferrat, com a correspondência entre D. Pedro II e a Condessa de Barral; o importante Arquivo da Casa Imperial Brasileira, e diversas outras.

Para um aprofundamento maior sobre a história, o acervo e as atividades do museu consulte o trabalho detalhado no link abaixo
(postar o arquivo “Trabalho detalhado”. Se possível pôr um link para baixar o arquivo em pdf)








Bibliografia


MUSEU IMPERIAL [Home Page na Internet]. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / Ministério da Cultura. Petrópolis (RJ). Disponível em: <http://www.museuimperial.gov.br/portal/> Acesso em 04 de abril de 2011.

SANTOS, Myrian Sepúlveda dos. Museu Imperial: a construção do Império pela República. In: ABREU, Regina; Mário Chagas (orgs). Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro, 2009.

SILVA, Maria Antonieta de Abreu. Guia do Museu Imperial. Petrópolis: Museu Imperial/ IPHAN/ MINC, 1996.
ATIVIDADE

De acordo com a análise etimológica de Marta Frecheiras[1], o museu (do grego mouseion) seria o templo das musas, entidades mitólogicas a quem são atribuídas capacidade de inspirar a criação artística ou científica, filhas da memória (Mnemosine) e do poder (Zeus).
Para Lygia Segala[2] o contato com o museu deve levar o visitante a uma profunda reflexão sobre o papel do homem no mundo. Considera também fundamental a presença de mediadores (o professor, preferencialmente) que aproximem os alunos e os museus, não fazendo destes, simples lugares de repetição e fixação de conteúdos.
A partir das colocações acima podemos constatar que o Museu Imperial – como também os outros museus – exerce o seu poder de “guardião da memória” construindo uma determinada imagem – o espetáculo da vida na corte – do período que abarca (o Segundo Reinado, basicamente).
Cumprindo seu papel de conduzir a reflexão, é papel do professor analisar a imagem que o museu propõe sobre o período representado e de que maneira tal representação pode ser trabalhada em seu planejamento pedagógico.

Tarefa: A turma deverá ser dividida em cinco grupos, que deverão elaborar um texto em que se evidencie a representação construída pelo museu sobre determinados temas e de que maneira tais representações podem ser trabalhadas em sala de aula, concordando ou não com ela. Cada grupo deverá discorrer sobre um dos seguintes tópicos:
1.         Imigração, substituição da mão-de-obra e eugenia;
2.         Educação, saúde e gênero;
3.         Guerra do Paraguai e abolicionismo;
4.         Construção da imagem do imperador;
5.        Memória e construção nacional.


[1] Em palestra intitulada “Educação e Liberdade: Uma reflexão acerca da História do homem ocidental”, proferida no encontro “Museu Histórico Nacional: Educação em foco”, realizado no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, em 05 de abril de 2011.
[2] Em palestra intitulada “Educação, patrimônio Cultural e museus”, proferida no encontro “Museu Histórico Nacional: Educação em foco”, realizado no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, em 05 de abril de 2011.